O tri de Muricy

Ainda no assunto treinadores, homenageio aqui mais um campeão.
Muricy Ramalho é um tanto tosco, muitas vezes estúpido, no trato com os jornalistas. Mas é um técnico e tanto, que eu gostaria de ver no meu time.
(Felipão também é tosco, mas deu ao Palmeiras o maior título de sua história, e ao Brasil o 5º título mundial.)
Muricy, mais do que ninguém, mereceu esse tricampeonato, façanha que igualou a marca que o grande Rubens Minelli firmou em 1975/76/77. Teve nas mãos um time inferior aos dos dois últimos anos, e deu a ele uma regularidade impressionante - enquanto seus adversários escorregavam, o tricolor avançava, pois quase não perdeu nesse campeonato.
Ele é um técnico que não quer aparecer mais que o time, estuda o adversário e treina jogadas e opções táticas à exaustão.
E talvez pudesse ser tetra hoje, não fossem as confusões extra-campo do campeonato de 2005.
Não é nada legal agüentar a empáfia e a arrogância de boa parte dos torcedores - e dos diretores - do São Paulo, mas é forçoso reconhecer-lhe a competência.
(Ao contrário do meu time, que deixou escapar o terceiro lugar ao perder em casa para o descompromissado Botafogo, e agora terá de tentar a vaga para a Libertadores na altitude boliviana; a continuar assim, não conseguirá.)
Ou os outros clubes seguem o exemplo do São Paulo, ou o verão reinar sozinho por muitos anos.
O desenho acima está na edição especial do Hexa do São Paulo, publicada hoje no Jornal da Tarde. A matéria fala do lado caseiro de Muricy Ramalho, dedicado à família e às cachorrinhas.
Parabéns ao Muricy, ao São Paulo e aos são-paulinos.
Escrito por Baptistão às 17h23
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