Completaria hoje 125 anos o grande escritor José Bento Monteiro Lobato.
Uma das minhas mais caras lembranças do tempo de criança é folhear a coleção do Sítio do Picapau Amarelo.
(Além, é claro, da clássica versão televisiva levada ao ar na Globo e na Cultura nos anos 70, mas isso seria um capítulo à parte).
Ganhei os seis primeiros volumes na escola, num concurso de desenho, aos seis anos (foi o primeiro prêmio que ganhei com meus desenhos).
Minha mãe, mesmo com o aperto do orçamento doméstico, comprou para mim os outros seis.
Preguiçoso já naquela época, confesso que só li uma das histórias, "A Chave do Tamanho".
Ao contrário do meu irmão, que leu a coleção de cabo a rabo (o que ajuda a explicar o abismo intelectual que nos separa).
Mas o que me encantou mesmo foram as ilustrações.
Mais de trinta anos depois, recorri à velha coleção para compor essa ilustração.
Os personagens no bolso de Lobato foram feitos tais como concebidos pelo grande ilustrador Manoel Victor Filho, numa assumida homenagem.
Sempre fui apaixonado pelos maravilhosos desenhos que ele fez para essa coleção, outra grande referência para mim, além do Benicio (ver postagem abaixo).
Essa caricatura foi feita para uma matéria do caderno Cultura do Estadão do último domingo.
Porém, foi publicada apenas na capa do jornal, em tamanho pequeno e cortada, para caber na proporção.
Claro que sair na capa do domingo é sempre um privilégio.
Mas lamentei por não ver também o desenho publicado na íntegra, e num tamanho maior.