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Lula de novo
O povo brasileiro deu um crédito a Lula, apesar de toda a lambança praticada no seu governo.
Confesso que gostaria de ter dado esse crédito, mas não consegui.
Acabei fazendo algo que nunca havia feito, e que sempre condenei: anulei meu voto.
Se eu votasse de novo em Lula, estaria avalizando tudo o que foi feito de errado.
Tudo o que ele e o PT sempre condenaram, e acabaram repetindo quando chegaram ao poder.
Estaria aceitando resignadamente a traição impingida aos que, como eu, sempre confiaram neles.
Reconheço que houve uma mudança importante de prioridades, e alguns avanços na questão social. Mesmo assim, esse governo ficou muito aquém do que eu esperava.
Espero que Lula e o PT tenham aprendido com tudo de ruim que fizeram, e que se reorientem pelos princípios que sempre pregaram, já não sei se sinceramente ou não.
E que esse segundo mandato os (e nos) redima do primeiro.
O desenho acima foi feito no clima de votação e apuração, e está no Estadão desta segunda-feira.
Escrito por Baptistão às 23h19
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Um Romário

Estou num período de entressafra. Como não fiz caricaturas nas minhas férias, acabo não tendo coisas novas para mostrar.
Tem umas coisas antigas na gaveta que eu quero pôr aqui, mas preciso escanear e não está dando tempo.
Então, recuperei este Romário da fase Fluminense, em crise com a bola. Na época, saiu no Estadão.
Não é atual, mas vale como desenho.
E também como homenagem aos amigos tricolores Marcelo Pinto e Alan Souto Maior.
Escrito por Baptistão às 10h42
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Henrique Meirelles

O guardião do Banco Central.
Publicado em agosto no caderno Economia do Estadão.
Uma das coisas mais legais que este blog me proporciona é o contato com colegas de outros países.
Pra um monoglota como eu, é duro ler mensagens em inglês, mas no fim consigo me virar.
Recebi uma simpática mensagem do caricaturista escocês Craig Rogalski, e gostei muito do trabalho dele.
Visitem, vocês também vão gostar.
Escrito por Baptistão às 19h02
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Outra
Coloquei aqui um comentário a respeito do momento político, e acabei provocando um debate entre os visitantes.
O comentário, é importante dizer, não passa de opinião pessoal minha. Não quer dizer que eu esteja certo.
Alguém disse que eu estava usando argumentos para justificar meu voto.
Eu não abri meu voto, apenas disse em quem não vou votar. E não preciso justificá-lo aqui. Essa obrigação eu tenho somente com a minha consciência.
É sabido que discutir política, religião e futebol é complicado, por se tratar de assuntos em que a paixão costuma cegar.
A discussão é saudável, mas convém cuidar para que não descambe. Não chegou a acontecer, e espero que não aconteça.
Aí em cima, um outro desenho da dupla de candidatos, este feito para o Estadão. Foi publicado no domingo, dia 8.
Escrito por Baptistão às 17h56
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Largada
Capa da revista Carta Capital que está nas bancas. "Lula larga na pole", anuncia a revista, francamente engajada na candidatura do atual presidente.
Acho saudável a revista assumir essa opção. Pelo menos, serve de contrapartida a todo o restante da grande imprensa, que mal disfarça sua opção por Alckmin (aliás, capa da Veja e da Época desta semana).
Não votei em Lula no primeiro turno. No segundo, por enquanto, só sei que não voto em Alckmin.
A mídia teve coroado seu esforço para levá-lo ao segundo turno, e agora vai fazer de tudo para que Lula perca a eleição - talvez para poupar-se de ter de derrubá-lo no segundo mandato.
Tive uma grande decepção com Lula pessoalmente e com seu governo. Até perdoaria incompetência, mas não perdôo a repetição das práticas espúrias que o PT condenou por 20 anos, e que seus eleitores acreditavam eliminar votando nele.
Mas a mim parece evidente que o PT não inaugurou nada em termos de corrupção, como a oposição e a mídia querem fazer crer. Apenas, amadores que são, não tiveram a mesma competência e discrição para fazer o que os outros sempre fizeram tão bem. E, diga-se, nem contaram com a mesma complacência.
O que não alivia nem justifica absolutamente nada do que foi feito. Acho mesmo que, se Lula perder, terá sido um castigo merecido. Mas acho também que a eleição de Alckmin não trará avanço nenhum, antes pelo contrário.
Esta é a quinta capa que faço para a Carta Capital. É bom voltar a publicar lá, depois de um longo tempo. Tenho com ela uma relação afetiva. Colaboro com a revista desde 1995, praticamente desde o primeiro número, e me identifico com sua linha editorial.
Escrito por Baptistão às 19h30
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Na Placar de novo, em 1982
Quase um ano depois, após a Copa do Mundo de 1982, enviei para a Placar outro desenho.
Escalei a minha seleção da Copa, desenhei e mandei.
De novo eles publicaram.
De novo erraram a grafia do meu nome.
E de novo eu fiquei superfeliz.
Escrito por Baptistão às 19h41
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Na Placar, em 1981

Na postagem de 17 de julho, eu falava do prazer que tive ao publicar profissionalmente na revista Placar, realizando um sonho de garoto. Na época em que eu colecionava a revista, mandei para a seção de cartas um desenho retratando o Tornado Esporte Clube, um time que inventei para colocar em histórias em quadrinhos. Demorou um bom tempo, mas enfim, na edição especial de final de ano (31/12/1981), o desenho foi publicado. Eu tinha 15 anos, e, vibrei de alegria ao ver meu primeiro desenho publicado numa revista (ainda que na seção de cartas). Meu nome foi grafado de maneira errada, mas isso não importou absolutamente nada. (Até hoje, as pessoas tendem a não acreditar que alguém possa se chamar Baptistão; acrescentei o O e o til a caneta na página.) Numa outra oportunidade, coloco aqui o outro desenho, que foi publicado na mesma seção meses depois.
Escrito por Baptistão às 16h01
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