 |
Rubinho
Esta caricatura foi feita para a revista Sexy de julho. Demorei tanto pra colocar o desenho aqui, que a de agosto já deve estar nas bancas. Mas ainda dá pra achar.
Eu tinha feito o Rubinho abraçado ao capacete, mas o editor argumentou, com razão, que tinha de ter um gancho, um detalhe diferente. E sugeriu a tartaruga.
Eu achei a idéia engraçada, mas, pensando melhor, um pouco deselegante para com alguém que concedeu uma entrevista para a revista. Mas o editor insistiu, achou a brincadeira simpática.
Confesso que me senti desconfortável, por não conseguir sugerir uma idéia menos ofensiva.
Mas, mesmo assim, gostei do desenho.
Escrito por Baptistão às 16h58
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Mané

Voltando às caricaturas. Este Garrincha eu fiz para um livro chamado Almanaque do Futebol.
Ainda não recebi o livro para ver o resultado.
Imagino como seria um Mané Garrincha jogando nos dias de hoje. Provavelmente estaria sem os meniscos.
Escrito por Baptistão às 16h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Cenas de um julgamento
Às vezes, abro uma exceção neste blog de caricaturas e coloco aqui algo diferente.
Esta postagem é um exemplo do trabalho diário num jornal, e ajuda a explicar por que o blog ficou sem atualização por uma semana.
De terça a sexta estive no Fórum da Barra Funda, acompanhando o julgamento de Suzane Von Richthofen e dos irmãos Cravinhos. Como não são permitidas fotos nesses eventos, meus desenhos eram a única alternativa do Estadão para ter imagens do plenário.
Passava as tardes lá, colhendo as imagens, e à noite voltava à redação para finalizar, colorir e editar o material.
Após a sentença, que só saiu às duas da manhã do sábado, ainda tive de voltar ao jornal para finalizar o último desenho que vocês vêem acima.
Um trabalho cansativo, mas que gosto de fazer.
É normal eu fazer esse tipo de cobertura pelo jornal quando acontecem julgamentos importantes. É um ótimo exercício de desenho de observação, além de uma oportunidade de sair da rotina da redação para fazer as vezes de repórter.
Posso dizer que de vez em quando é bom, mas não conseguiria ser repórter em tempo integral. Prefiro a "tranqüilidade" da redação, onde faço meus desenhos ouvindo boa música o tempo todo.
Tenho o prazer de indicar aqui o blog do Lelis, que finalmente tem um endereço virtual. Trata-se de um dos maiores aquarelistas que conheço, dono de um desenho ao mesmo tempo engraçado e lírico, e de um profundo rigor técnico, apesar da aparente gestualidade. Sou fã do Lelis, e vocês também vão passar a ser.
Escrito por Baptistão às 13h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O outro Felipão

O outro Felipão de que falei é este, feito para a Placar que está nas bancas. É meu primeiro desenho profissional para a revista.
A matéria é uma fantasia sobre como teria sido a Copa da Seleção Brasileira se ele fosse o técnico.
Fui colecionador e leitor assíduo de Placar entre meus 12 e 18 anos, mais ou menos. Época em que descobri o futebol e me tornei torcedor fanático.
Cheguei a mandar, como leitor, dois desenhos para a revista, que os publicou na seção de cartas. Quando comecei a procurar os primeiros veículos para tentar publicar meu ainda incipiente trabalho, eu queria mesmo é que eles saíssem na Placar.
Eis que, muitos anos depois, sou convidado a fazer esse trabalho.
Depois de tantos anos como profissional, torna-se normal ter encomendas de grandes veículos. Mas confesso que fazer um desenho para a Placar teve o gosto de um sonho antigo realizado.
Escrito por Baptistão às 14h10
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
São Felipão

Em poucos dias, tive de fazer duas caricaturas do Felipão. A outra eu mostro depois.
Esta me foi encomendada antes de Portugal enfrentar a França. Seria publicada no Estadão de domingo, se a seleção portuguesa fosse para a final. Até decidi finalizar a lápis, já que teria alguns dias para fazer.
Junto com Portugal, o desenho caiu, mas, como já o havia começado, resolvi finalizá-lo mesmo assim, e publicá-lo aqui.
Felipão declinou do convite para dirigir o Brasil, e preferiu continuar na Europa. Talvez renove com a Federação Portuguesa.
Ruim para nós, mas certamente melhor para ele.
Escrito por Baptistão às 15h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Jair Rosa Pinto

A exposição já está acabando e ainda não falei dela aqui.
O Sesc Interlagos está apresentando, até o dia 16/07, a exposição Camisa 10.
Conforme o nome já diz, são vários dos principais jogadores que vestiram a camisa 10 no futebol brasileiro, caricaturados por craques como Carlinhos Müller, Gustavo Duarte, Cárcamo, Dálcio, Paffaro entre outros.
Eu também participei, e a mim coube caricaturar o grande Jair Rosa Pinto, que jogou entre as décadas de 40 e 60 no meu Palmeiras e na seleção, entre outros times.
A Clarinha agradece muito os parabéns que vocês mandaram. Está toda orgulhosa por já ter 4 anos.
Escrito por Baptistão às 17h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Um beijo para Clarinha

Meus visitantes hão de perdoar a corujice. Minha filhinha Clara faz 4 anos hoje, 9 de julho.
Todo ano eu a desenho para o seu aniversário. No futuro, ela terá sua história contada em caricaturas.
(E Zidane passará para a História como o homem que decidiu duas Copas com a cabeça.
Parabéns à Itália. Mas não houve um time nessa Copa que realmente merecesse ser campeão.)
Escrito por Baptistão às 15h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Aquiles italiano

O atacante Del Piero inspira-se no guerreiro grego Aquiles para ser campeão amanhã, contra os franceses.
O desenho saiu ontem no caderno Copa 2006 do Estadão.
Escrito por Baptistão às 12h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Cafu
Taí o Cafu que fiquei devendo. Saiu na Veja especial da Copa, um pouco menor que a caricatura do Ronaldo.
Acho Cafu um grande jogador. Mas a posição em que ele joga é cruel. Os laterais - ou alas- são os que mais correm em campo.
Acredito que o lateral, depois de uma certa idade, deve ir jogar no meio, ou na zaga, caso contrário não dá conta.
E para o Cafu isso não seria difícil. No início, no São Paulo, chegou a jogar com a 11, como atacante. É um atleta versátil.
Insistir na lateral, na minha opinião, vai acabar com sua reputação.
Neste momento, estava preparando uma caricatura do Felipão, para sair domingo no Estadão, caso Portugal fosse à final.
Torci muito por eles, mas, infelizmente, não deu.
O desenho não deve sair mais. Se tiver tempo, eu ainda termino e publico aqui. Mas não garanto.
Escrito por Baptistão às 17h42
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O Parreira de sempre

Confesso que, na época em que Parreira treinou o Corinthians, eu revi meus conceitos sobre ele. Achei que ele tinha evoluído, pois o time não lembrava em nada o futebol pragmático que jogava, por exemplo, a seleção de 94.
Mas bastou ele voltar à seleção para que voltasse a velha antipatia que sentia por ele.
Não estou agora colocando o treinador como único culpado pela vexatória derrota para a França. O time inteiro esteve irreconhecível. Com a surpreendente exceção de Dida, Lúcio e Juan, os grandes jogadores brasileiros nessa Copa.
Mas foi imperdoável sua atitude apática diante do ridículo futebol jogado pela seleção. Um técnico como Luxemburgo - e não tenho nenhuma simpatia pessoal por ele, fique claro - mudaria o time aos 20 do primeiro tempo. Só Parreira parecia não enxergar que o que ocorria no jogo.
Outra coisa que me chamou a atenção foi um certo descompromisso dos jogadores para com o País. Todos eles cidadãos europeus, pareciam, ao final da partida, saírem de um coletivo, ou de um casados x solteiros. É estranha uma seleção brasileira que não volta para o Brasil depois da Copa.
O desenho acima, feito semanas atrás para a primeira página do Estadão, foi preterido na ocasião, e permanece inédito. Como a Copa acabou para nós e o desenho não vai mais ser usado, eu o coloco aqui, na esperança de que a era Parreira tenha acabado na seleção.
E agora sou Portugal desde criancinha. Que inveja deles, que têm a alma de um Felipão no banco.
Escrito por Baptistão às 13h52
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |



|
 |