João Nogueira
Diretamente do baú, duas versões para a caricatura do grande cantor e compositor João Nogueira. Uma delas ficou só no esboço.
Se vocês buscarem, no arquivo ao lado, as primeiras postagens do blog, verão alguns desenhos acompanhados dos esboços que lhes deram origem.
Verão também que, em alguns casos, mostrei um esboço diferente do desenho que foi finalizado. São casos em que tive de optar entre dois esboços que considerei bons.
Este é mais um desses casos. Só que, desta feita, fiquei com a impressão de ter feito a escolha errada.
Um dia pretendo refazer a caricatura do João, a partir do outro esboço.
Um pouco sobre João:
Tornei-me fã dele um tanto tardiamente. Só na fase do CD é que fui descobrir seus discos.
Sambista de muito talento, dono de ritmo, divisão e dicção bem peculiares, João compôs muitos sambas que se tornaram clássicos, como Nó na Madeira, Poder da Criação, Minha Missão, Súplica e, principalmente, Espelho, um dos mais belos sambas que já ouvi.
Seu grande parceiro foi Paulo César Pinheiro, com quem gravou ao vivo um disco antológico em 1994.
João morreu precocemente em 2000, de enfarte, aos 58 anos.
Um recado aos visitantes
A ausência de respostas aos comentários não significa, nem de longe, desatenção, enfado ou pouco caso.
Significa apenas falta de tempo, ou falta de habilidade ao lidar com ele.
Continuo a ler tudo, e agradeço muito cada visita e cada comentário.
Escrito por Baptistão às 15h22
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Jica Y Turcão - 30 anos
Jica Y Turcão é uma dupla que faz humor sem descuidar da qualidade musical.
Tocam juntos há 30 anos, desde os tempos do Tarancón, grupo de música latino-americana que fez sucesso nas décadas de 70 e 80.
Tenho feito as capas dos seus discos desde quando passaram a atuar em dupla (um desses desenhos foi postado neste blog em 24/01/2005).
Em dezembro passado, com uma série de 4 shows no Sesc Santana, em São Paulo, comemoraram os 30 anos de parceria.
O desenho acima, que foi feito para a capa do próximo disco, ainda não lançado, foi usado na capa do livreto que trazia a programação dos shows.
Escrito por Baptistão às 15h42
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Padre Antônio Vieira
Desenho feito para o caderno Cultura do Estadão do dia 03/02.
Fazer caricaturas de personagens distantes no tempo é quase sempre um problema.
O que encontramos de referência, às vezes, são apenas dois ou três retratos pintados, um diferente do outro, já que na época não havia fotografia.
Este é um desses casos. Minha caricatura do padre é uma média entre três pinturas.
Na capa da mesma edição foi publicada uma outra caricatura do padre, feita pelo mestre Loredano.
Com sua elegância habitual, seu desenho acabou colocando o meu no chinelo.
Por mais que a gente trabalhe, sempre resta muito para aprender. E é bom que seja assim.
Escrito por Baptistão às 15h13
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Desenho em estado bruto 3
Iggy Pop, terceiro e último desenho feito para campanha produzida pela agência Leo Burnett.
Uma boa referência fotográfica é tudo para esse tipo de desenho.
Se o contraste que você quer dar não estiver na foto, vai ser difícil consegui-lo por conta própria.
As fotos do Paul que eu encontrei não estavam tão boas. Talvez por isso os outros dois tenham ficado melhores.
Aproveitando para esclarecer uma dúvida freqüente. Eu uso uma lapiseira Pentel 0.5, com grafite 2B.
Escrito por Baptistão às 13h41
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Desenho em estado bruto
Meses atrás, fui procurado pela agência Leo Burnett para fazer três caricaturas.
Os desenhos seriam inseridos em três anúncios.
Os criadores queriam três personagens que, apesar de estarem envelhecendo, mantêm preservada sua criatividade e vitalidade.
Escolheram Paul McCartney, Keith Richards e Iggy Pop.
A instrução é que eu lhes ressaltasse bastante as rugas, dando a eles aquele aspecto dos maracujás de gaveta.
Enviei a eles os esboços, que, para minha surpresa, foram aprovados do jeito que estavam.
Ou seja, pouparam-me do trabalho de finalizar os desenhos, por achar que aqueles esboços continham toda a carga de velhice e expressividade que eles queriam conferir aos personagens.
O que você vê aqui e nas próximas postagens são os desenhos prontos. A única coisa que acrescentei aos esboços foi um reforço nos traços para acentuar o contraste, e uma leve puxada para o marrom, feita no Photoshop.
Já ouvi algumas vezes de colegas que deveria publicar certos desenhos no estado de esboço. Mas não imaginei que uma agência de publicidade, que normalmente tem um alto grau de exigência na qualidade dos trabalhos, resolvesse aproveitar um desenho com esse acabamento, digamos, despojado.
Começo mostrando o desenho do Paul, que dos três é aquele do qual gostei menos.
Escrito por Baptistão às 20h10
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